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“Quando a OAB aparece, a advocacia é valorizada”, diz Ohofugi em entrevista

14/05/2018 18h18 - Atualizado em 15/05/2018 18h37
Créditos: Rafaela Lobato
Walter Ohofugi (e) nos estúdios do Conecto.Online, em entrevista ao radialista Nilson Bittar

Os ouvintes e telespectadores da Rede Conecto.Online, que reúne cerca de 50 rádios comunitárias do interior do Tocantins, acompanharam ao vivo na manhã desta segunda-feira, 14, a entrevista do presidente da OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins), Walter Ohofugi, ao radialista Nilson Bittar, que também foi transmitida via Facebook. Durante a conversa, foram abordados temas como a valorização da advocacia, a atuação nas pautas sociais, as eleições suplementares do Tocantins e a eleição da Ordem, prevista para novembro deste ano.

“Nós somos uma seccional pequena. Para vocês terem uma ideia, esta semana nós atingimos o número de 9 mil carteira entregues. Mas fazendo um balanço, cerca de 6,5 mil profissionais efetivos, descontando aposentadorias, mudanças de área ou de domicílio e falecimentos. O que é muito pouco perto da maior das seccionais, a OAB-SP, por exemplo, que tem 400 mil advogados e advogadas. Portanto, temos que gerir com muita responsabilidade e sabedoria a verba recebida através do pagamento das anuidades e o que vem de apoio do Conselho Nacional da OAB. Então nós buscamos uma gestão que fosse eficiente e transparente. Todos nossos gastos estão disponíveis no Portal da Transparência (click aqui para acessar o portal), desde um táxi que eu pego em uma viagem oficial até as obras que estão sendo entregues”, explicou Ohofugi, acrescentando que até julho, devem ser entregues três sedes de subseções, totalmente novas, reformadas, com bom mobiliário, computadores e tecnologia de energia solar.

Ao ser questionado sobre a atuação da OAB-TO em assuntos sociais, Ohofugi fez um resumo da atuação da Ordem junto às vistorias do sistema prisional. “Nós fomos em cada unidade prisional, constatamos as más condições e estamos ajudando o governo a pensar alternativas para este grande problema que é a superlotação. Temos, junto com executivo, legislativo e judiciário, que achar alternativas à prisão. Não se trata de uma pauta de direitos humanos, se trata de uma realidade, da tendência de aumento da população carcerária e da falta de capacidade do estado de abrigar toda esta demanda”, ponderou.

O presidente da OAB também falou sobre a atuação da seccional junto ao processo eleitoral suplementar que está acontecendo no Tocantins. “Estamos acompanhando de perto este processo eleitoral. Temos a Comissão de Combate ao Caixa 2 e defesa do Voto Consciente, presidida pelo Carlos Correia, ex-funcionário de carreira do TRE-TO (Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins), que tem uma grande experiência na área”, contou.

Já sobre as eleições da OAB-TO, que estão previstas para novembro deste ano, Ohofugi disse que veio "com uma proposição muito clara de não ir para a reeleição. Neste momento, mesmo com índice de aprovação de 80%, segundo pesquisa que encomendamos, não acho salutar a reeleição. Em 27 anos, tivemos apenas quatro presidentes. Se não houver reeleição, teremos mais possibilidades de gestões eficientes. Sem sucessãoda mesma diretoria, há esta oxigenação, a possibilidade de novos grupos surgirem, como já vemos hoje, três ou quatro grupos se mobilizando para disputar”.

Ohofugi continua: “Avalio que esta aprovação não é algo sobre a minha atuação, mas do grupo, das comissões e da diretoria. Todos os colegas que aceitaram este desafio estiveram diretamente à frente das ações que enfrentamos junto com a sociedade, como o caso do sistema prisional, do voto consciente, da luta por impostos justos, como foi o caso do IPTU de Palmas. Todo dia temos um advogado ou advogada na mídia, dando entrevistas, fazendo ponderações. Quando a OAB aparece, a advocacia é valorizada”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra aqui.