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Conhecimento da área reduz judicialização do tratamento médico, aponta debate

06/07/2018 11h28 - Atualizado em 09/07/2018 14h37
Créditos: Gustavo Sá
Advogados e médicos durante debates sobre a judicialização dos tratamentos médicos

Realizado pela OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins) através da Comissão Especial de Direito Médico nesta quinta-feira, 5 de julho, a mesa redonda “Judicialização do Tratamento Médico” reuniu dezenas de médicos, advogados e estudantes de direito. Entre as diversas explicações e detalhamento sobre a temática, os quatro palestrantes do evento concordam em um fato: é necessário espraiar o conhecimento sobre a saúde e o tratamento médico para reduzir as demandas judiciais.

O evento teve como palestrantes a presidente do CRM-TO (Conselho Regional de Medicina do Tocantins), Jussara Oliveira, o promotor de Justiça Lucidio Bandeira Dourado e o médico e professor Danilo Felix Daud.

Cada um apresentou seu ponto de vista, mas trazendo dados e informações que se interligaram e se completaram. No final foi aberto um debate franco com os participantes, que responderam perguntas dos presentes. “Essa foi a primeira rodada de conversas. Nós vamos aprofundar, porque vimos que os temas são palpitantes e o interesse da advocacia e dos próprios médicos é muito grande”, ressaltou o presidente da Comissão Especial de Direito Médico, Felippe Abu-Jamra Corrêa.

Estrutura

Um dos temas comuns do evento foi sobre a estrutura: o que os médicos do Estado têm a sua disposição para fazer seu trabalho, com falta de equipamentos e materiais básicos, prejudica a atuação dos profissionais. Para eles, muitas vezes o paciente, ou familiares, ingressam com processos alegando erro médico, mas os eventuais efeitos adversos percebidos decorrem da indisponibilidade de melhores equipamentos para cuidar do caso. A falta de estrutura, também foi apontada como uma das principais causa para os médicos e as médicas evitarem querer trabalhar no interior.