Em abertura do ano Judiciário no Tocantins, presidente da OAB/TO destaca a importância da “redemocratização da Justiça”

Dani Braga

Por Dani Braga

Publicada em: 01/02/2021 - 17h 26min
Atualizada em: 09/02/2021 - 18h 02min

Dani Braga
Dani Braga

Em abertura do ano Judiciário no Tocantins, presidente da OAB/TO destaca a importância da “redemocratização da Justiça”


Cerimônia virtual realizada na tarde desta segunda-feira, 01, marcou o início do ano Judiciário no Tocantins e a posse da nova diretoria do Tribunal de Justiça, tendo como novo presidente o desembargador José Rigo Guimarães. Representando toda a advocacia tocantinense na cerimônia, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins, Gedeon Pitaluga, destacou como linha central necessária, na perspectiva da advocacia e da sociedade civil organizada, que o Sistema Judicial tocantinense em 2021 trabalhe pela “redemocratização da Justiça”. 

“A participação contínua da advocacia na administração da Justiça é mais que ideológica, é mais que um preceito Constitucional, é a demonstração de que, no regime democrático, o cidadão e a cidadã têm voz e voz que se ouve e deve ser ouvida”, pontuou Gedeon Pitaluga. 

Neste sentido, o presidente da OAB/TO parabenizou o trabalho realizado pelo então presidente do TJ, desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, destacando a execução do projeto Justiça Cidadã. “Parabenizo o excelentíssimo ex-presidente do Tribunal de Justiça Helvécio Brito de Maia Neto pela realização do programa Justiça Cidadã em sua gestão. Em meio a dificuldade sanitária sem precedente, vossa excelência se dispôs a se aproximar da sociedade em todas as comarcas do Estado, tratando de temas relacionados à administração da Justiça com a advocacia e servidores e questões de relevo social com os cidadãos e cidadãs, como, por exemplo, o desafio histórico da regularização fundiária no Tocantins”, afirmou. Gedeon Pitaluga lembrou que a advocacia também se fez presente no projeto Justiça Cidadã como representante da sociedade, contribuindo também em outras iniciativas do Poder Judiciário como a implantação do e-Proc Nacional e as adequações funcionais e estruturais em decorrência da pandemia.   

Ao novo presidente do TJ, desembargador José Rigo Guimarães, Gedeon Pitaluga parabenizou-o pela posse, assim como a toda nova diretoria composta pelo desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho como vice-presidente, pela desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe como corregedora-geral da Justiça e pela desembargadora Ângela Prudente assumiu a vice-corregedoria. “Desejo sucesso e êxito na gestão que se inicia ao excelentíssimo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador João Rigo, para a excelentíssima corregedora-geral do TJ, Etelvina Felipe, extensivos a todos os diretores e diretoras ora empossados e empossadas, nos colocando à disposição de Vossas Excelências e de todo o Sistema Judicial para cumprir o nosso papel de promover a cidadania, valor-direito fundamental e precípuo da advocacia”, disse.

A nova direção do TJ, Gedeon Pitaluga destacou a continuidade do diálogo institucional contínuo entre o Poder Judiciário e a Advocacia, pelo bem do jurisdicionado tocantinense. “A advocacia deve continuar sendo ouvida sempre, porque só ouvida a advocacia e o jurisdicionado se garante a legitimidade e a permeabilidade do Poder Judiciário”, relatou. 


Atendimento

O presidente da OAB/TO, Gedeon Pitaluga, também apresentou uma solicitação da classe durante o discurso na abertura do ano Judiciário no Tocantins. Pitaluga reforçou que nesse momento de pandemia, é imprescindível, cogente e urgente que todos os juízes e juízas tocantinenses se disponham a atender a advocacia, seja por meio presencial, telefônico ou por redes sociais. “No regime democrático, o Poder Judiciário não pode estar fechado, nem simbólica, nem estruturalmente, nenhum dia sequer, porque é serviço essencial, como saúde e segurança pública”, pontuou. 

Ao final, Gedeon Pitaluga destacou o papel da advocacia lembrando a frase do ex-presidente nacional da OAB, Raimundo Faoro. “Estivemos na vanguarda e à vanguarda cabe desferir o primeiro combate e receber os primeiros golpes. Este é o nosso lugar, que deriva do papel que sempre nos coube: contemporâneos da independência, da República e do abolicionismo. Contemporâneo somos do tempo, cujo alcance, para quem leva as marcas gloriosas do combate, não é difícil apreender com o olhar. Afinal somo a Advocacia: Atividade da liberdade, da esperança e da cidadania”, concluiu.