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OAB manifesta solidariedade a movimento de hip hop

08/06/2018 22h24 - Atualizado em 11/06/2018 17h40
Créditos: Divulgação
Nesta sexta-feira, grupo se reuniu com a OAB, Ministério Público e Polícia Militar

A OAB-TO (ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins) emitiu, por meio da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Comissão de Direitos Humanos, nota publica defendendo o grupo “Unidos por um Mundo Melhor”. Durante ensaio do grupo na terça-feira, 5 de junho, um policial militar a paisana se irritou e foi para cima dos monitores e dos alunos, das quais muitas eram crianças, apontando arma de fogo. Ele ainda destruiu a caixa de som e chegou a agredir participantes.

Veja a nota na íntegra abaixo:

Nota Pública

A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins, vêm a público manifestar total solidariedade ao movimento “Unidos Por um Mundo Melhor”. A Ordem dos Advogados do Tocantins (OAB-TO) recebeu uma denúncia e tomou conhecimento que na última terça-feira (5), no Jardim Aureny II, o ensaio foi interrompido e seus integrantes ameaçados com uma arma, por um policial militar à paisana. O policial, que estava de folga no momento do incidente, destruiu a caixa de som utilizada pelos jovens e agrediu os participantes do encontro.

Nesse sentido, sendo também papel da sociedade, assegurar às crianças e adolescentes e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, ao lazer, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, violência, crueldade e opressão, nos termos do artigo 227 da Constituição Federal, a Ordem dos Advogados do Tocantins repudia qualquer tipo de violência física, verbal ou psicológica cometida contra criança ou adolescente, bem como requer apuração dos fatos e punição dos responsáveis.

Na mesma linha, a OAB/-O condena qualquer tipo de repressão à liberdade e à expressão cultural e artística, direito este constitucionalmente garantido pela Carta Magna em seu artigo 5º, IX, e entende o movimento hip-hop como uma forma legítima de expressão cultural, de relevante importância política e social entre os jovens palmenses, ao qual manifesta sua profunda consideração e respeito.